Sabemos como correr livres

15:07 Bhairavi 0 Comments



Uma sensação o trouxe à memória.
Vivíamos numa ruína de sonhos, mas víamos somente os palácios que construiríamos no caminho, como a mais bela jóia que sai pela garganta.
Tínhamos a escuridão da lua como irmã e o que víamos em telas eram as regras de um jogo que somente nós jogaríamos.
Pela cidade destruída sabíamos o caminho para casa, não era bela, mas nos sentíamos livres.
E você se perguntava quando tudo acabaria.
Fechávamos os olhos como quem não se importa, caindo, os cabelos chicoteando com o vento e as lágrimas sendo secas enquanto o sorriso surgia. As mãos para o alto e o mergulho era profundo e fresco.
Há milhares de anos nos perdemos e então foram tantas viagens entre os grãos de areia que displicentemente caíam que nos esquecemos quem éramos.
Mas você sabia, no final de todas as viagens há o fim.
Corríamos por ruínas, os palácios de meus sonhos, e sabíamos que tudo estaria acabado. Os ventos diziam que éramos livres. O que mais amamos foram os horizontes que se abriram.
A semente plantada jamais morreu. Temos em um reencontro que jamais ocorrerá o hoje. A marca permanecerá pulsando e recolhi minhas próprias pegadas para dentro de mim.
Sabemos como correr livres.


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