Dizer adeus
Guardião das chaves,
Portas que abrem e se fecham.
Armaduras agudas,
Frias de metal,
No armário, logo à mão.
O peito sobe e desce pesado
Mas ele já esteve leve.
Abriu-se a porta de outro ser?
Onde está a pele que amei
Em um sorriso e olhar?
As palavras embaraçam os cabelos
Os caminhos.
Hoje não nos veremos
Para que continuemos a andar.
A tranca fez barulho ao abrir,
Muitos sacos de ar,
Incômodos e pesados,
Voaram no rosto em forma de significado,
Silenciaram a alegria.
Vale a pena insistir?
O mundo me deixa fatigado.
Caminho com chaves,
Muitas delas pesadas.
Largo-as pelo caminho
Mas talvez eu abandone
A que me leva ao teu coração.
Fiquemos em silêncio,
Desenrolemos os fios.
Em sonhos e janelas.
Pois não tenho forças para dizer adeus.
Não a você.


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