Fonte da Juventude

20:34 Bhairavi 0 Comments


Doce Setembro,
Os meses de flores miúdas
Que desabrocham com o soprar do orvalho.
É mentira quando dizem que não se procurava,
Não se encontram britas.
Estavas ali, latente,
A doce esperança essencial,
Tão verdadeira e íntima a todo ser.
Olhos e sorrisos despertaram o sono,
Mas estava ali a adormecer
Todo amor que lhe dedico,
A você e a tantos outros.

Começamos com rotinas que
Trouxe um passado ao presente,
Mas é tudo tão diferente
Que não percebemos
Toda a similaridade:
Somos todos iguais.

Doce primavera,
Ventas os tempos imemoriáveis,
A juventude é o estado de sono
E a velhice é o tédio da vida.
Estamos alertas, tantos tons de peles e hormônios,
As energias que nos rodeiam e irradiam
Serão as lembranças de um tempo bom,
Memórias que não se perdem.
E chegará o dia que fecharemos os olhos
A perceber que tudo tão errado nos fez certos
E lamentaremos que o bom é presente,
O passado é tortura.


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