Beba desta água

14:05 Bhairavi 0 Comments



Permaneço imersa no silêncio
Que rodeia e impera sem cor.
A hipnose contaminava a tv
O som de suas notas era o fundo.
Como uma serpente
Seus braços me enrolaram
Teus beijos arrepiaram minha nuca,
Aquele cheiro pungente
E meu corpo a fraquejar
A bebida nos lábios
E os olhos que não se encontram
Eu sabia que não seria esquecida
Tenho um veneno doce,
De perfume irresistível,
Gruda na língua que o beija,
No corpo, na alma e entranhas,
Imprime na memória meus sorrisos
Meus olhos e olhares,
A textura da pele
Minha intensidade
Que constrange e acorrenta
Sem amarras.
Eu o mato com o amor
E provada a morte você vive.
As memórias o cercam
E me torno imortal.
Permaneço imersa no silêncio
Que rodeia e impera sem dor


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