Errante
Escadas e caminhos.
Entro em salas, quartos,
Sem convites estou em suas vidas,
Ou na parte, consciente, que
Desejam me mostrar.
Trabalho com areia,
Derramo o tempo sobre Saturno
Em seus anéis eu crio elos,
A aliança da loucura
E o desespero dos segundos incontáveis,
Inalcançáveis,
Cuja existência jaz na morte do passado.
Erro diante do universo
Ao evocar a imagem indistinta da solidão,
E em seus braços me embebedar,
Na insolidez de suas palavras
Escolher chama-la persona,
Adormecendo na melancolia,
Cravando o punhal apodrecido da dor nas pernas,
Rasgando a garganta com temor
E enterrando sua lâmina em meu peito
Morro nos braços da Persona,
Saindo de meu corpo a alegria,
Renascendo na incerteza.
Viver Melancolia.
Erro diante de portas,
Vazia vago por caminhos,
Adentro salas que não conheço,
Sem convites vivo outras vidas.


0 comentários: